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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Caminho

Quando o amor dorme,
as pessoas cansam,
olhos não dizem, e festas...

Lua clara.
Uma casa.
Rua larga.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

                                                                                      
                                                            Elegia ao desengano   
  
Ria-se o riso incontrolável
Do degredo que espreitáva-me.
Gordo já era o demônio (...)
Tísica a minha felicidade.

Incontáveis foram os saidos da caixa;
Eu, porém , voltava ao cárcere.
Abri meus olhos às paredes de Pandora;
Solucei na escuridão que hospedáva - me.

Demasiado tarde, nada etéreo!
O demônio pesa-me nas costas;
E dentro da caixa de Pandora...
Cerrei a alma para sempre!

sábado, 28 de maio de 2011

Segredo

 Por que foges assim? 
Ouço a voz que se cala,
Perdida entre milhares 
Daquelas que gritam.

Ciranda de dores
Cantos de amor;
Solitária és tu
Que o doce amargou.

Por que choras assim?
Salgadas elas descem
Passeiam em tua face,
Enquanto o amor cresce.

Apertado, esmagado
Estás por dentro escondido
Tal sentimento negado
Aos próprios ouvidos.

Por que mentes pra si?
Sufoca-se em desespero
Tentativas falhas,
Guardadas em segredo.
És tu só medo?

Postado originalmente no blog: O Silêncio de um Grito. No dia 03/03/2011.

Não são essas minhas primeiras palavras, não foram essas as últimas, mas são únicas e tão mutáveis. São as mesmas de sempre, mas são tão diferentes. São escritas pela mesma mão, mas por pessoas distintas. Todas por mim, algumas sem mim. E que vocês não procurem entendê-las... 
Abreijos!     

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Voz Dizente

Ouço a voz, ela me chama baixinho, como um sussurro.
Já há algum tempo sou surdo, mas, a voz persistente, me chama, agora em tom suave.
 Pensava estar fora de si e a voz me chamava, mais forte agora, minha surdez desaparecia.
A voz agora grita e seu grito escorre entre as curvas da minha orelha, dizia a voz em tom alto e romântico: Te amo.
Eu não à amava, por isso não à ouvia, mas, agora seus dizeres me entorpecia, já não estava mais sóbrio, quando a percebi eu à amava e a voz já cansada de falar calava-se.
Então pedi para estarmos juntos, eu à seus dizeres e a voz à meus prazeres.
Nossas conversas então começavam como sussurros, logo após, tom suave, então, mais forte, e depois em gritos, e neles nós vivíamos e amávamos e a paixão era dizente.


Também postado no blog: www.urbandept.blogspot.com

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