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quarta-feira, 15 de junho de 2011

                                                                                      
                                                            Elegia ao desengano   
  
Ria-se o riso incontrolável
Do degredo que espreitáva-me.
Gordo já era o demônio (...)
Tísica a minha felicidade.

Incontáveis foram os saidos da caixa;
Eu, porém , voltava ao cárcere.
Abri meus olhos às paredes de Pandora;
Solucei na escuridão que hospedáva - me.

Demasiado tarde, nada etéreo!
O demônio pesa-me nas costas;
E dentro da caixa de Pandora...
Cerrei a alma para sempre!

domingo, 1 de maio de 2011

                                   Divinidiabolizando- se.                           


                                                                             

O mundo caindo... e não sinto medo.
 Sombras comungando com fagulhas de luz
É só reflexo de uma vida que  lancei  ao esquecimento. 
Dentro de mim, Deus chora meus demônios.
A sucessão de delitos faz fechar os portões dos céus
Mas, dei amor a gente...também  o recebi de toda gente.
Não padecerei pois, pelo crime de não ter amado e sido amado.
Estou caindo... e não há anjos para amortecer minha queda.
 Por ora, fico esperando o fim de um novo começo...
Com mesma letargia de moribundo feliz por estar morrendo
Espero o mundo cair definitivamente,
Com alma em prisma ... tudo é tão transparente
Que já não posso reclamar da escuridão de outrora
Caia mundo! Porque meu universo particular espera ser construído.
A razão abandonou-me  quando ainda chovia esperança
Ao passo que se me faltassem olhos, diria eu, estar no paraíso.
Estou caindo...e não há anjos para amortecer minha queda.
Ensinaram-me incontáveis fórmulas de como se  viver bem.
Entendi tempos depois, jamais haver receita pra felicidade
Por isso, o mundo precisa cair, definitivamente ,ele precisa!
Nada restará de mim ... muito pouco  restará dele, mas ainda estarei respirando.
Caia mundo! Porque meu universo particular precisa ser construído.
 Vejo os três braços da epifania de meus dias abraçando toda uma vida de mortes,
 Noto que escolhi, não por vontade, "viver morrendo" perpetuamente.

O mundo caindo...e não sinto medo.



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