sábado, 28 de maio de 2011

Segredo

 Por que foges assim? 
Ouço a voz que se cala,
Perdida entre milhares 
Daquelas que gritam.

Ciranda de dores
Cantos de amor;
Solitária és tu
Que o doce amargou.

Por que choras assim?
Salgadas elas descem
Passeiam em tua face,
Enquanto o amor cresce.

Apertado, esmagado
Estás por dentro escondido
Tal sentimento negado
Aos próprios ouvidos.

Por que mentes pra si?
Sufoca-se em desespero
Tentativas falhas,
Guardadas em segredo.
És tu só medo?

Postado originalmente no blog: O Silêncio de um Grito. No dia 03/03/2011.

Não são essas minhas primeiras palavras, não foram essas as últimas, mas são únicas e tão mutáveis. São as mesmas de sempre, mas são tão diferentes. São escritas pela mesma mão, mas por pessoas distintas. Todas por mim, algumas sem mim. E que vocês não procurem entendê-las... 
Abreijos!     

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