quinta-feira, 23 de junho de 2011

A minha morte

Em uma manha fria
O coveiro cavava a terra úmida
Alguns transeuntes observavam,
Calados e serenos.

Chegou a hora.
É agora!
Arremessaram a cápsula de madeira no vácuo,
Lama sobre mim.

Minutos depois não deu mais
Fui acometido por um ataque de claustrofobia
Já era meia noite quando minhas mãos surgiram do chão do cemitério

Dei alguns passos como se fosse um zumbi daquele clipe,
O coveiro me olhou e disse:
- boa noite.

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